terça-feira, 18 de agosto de 2009
LAPSO NA INDICAÇÃO DA AUTORIA
S. Pedro do Sul: Pedida cassação de prefeito eleito
«20/11/2008 Na verdade, não temos Prefeito. O cargo mais parecido, o de Presidente da Câmara, nunca foi alvo de nenhum procedimento equivalente ao de «cassação do registro de candidatura ou diploma dos candidatos eleitos». Não foi e, adianto eu, nem poderia ser.
Primeiro, porque na nossa cidade ninguém é beneficiado apenas e tão só porque é apoiante do senhor presidente da Câmara Municipal, não sucedendo, evidentemente, o contrário. A título exemplificativo, os empregos atribuídos são sempre objecto de aturados e detalhados concursos, para que não subsistam dúvidas, sendo a contratação feita apenas pelo mérito e necessiidade dos candidatos. É por isso que são poucos funcionários da CM ou da Termalistuir que são simultaneamente candidatos pelas listas do partido a que pertence o senhor Presidente da CM.
Se nem as festas da nossa cidade foram gratuitas, pois que todos pagámos os bilhetes de ingresso a peso de ouro, como o poderiam ser a carne e a bebida. Era o que faltava. O nosso presidente é pessoa criteriosa com os dinheiros públicos. Não queriam, certamente, que esbanjasse 125.000,00 € ou 150.000,00 € em festas à borla para os munícipes. E, mesmo que quisessem, ele não o faria, pois saberia que alguém, menos bem-intencionado, poderia dizer que isso apenas sucedia por ser um ano de eleições.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
O ESTADO DAS TERMAS - NÓS AVISÁMOS…
No primeiro post deste blogue, abordando a principal fonte de receitas do nosso concelho – as Termas de S. Pedro do Sul – chamámos à atenção para o facto do modelo de gestão e exploração preconizado pela equipa liderada pelo Dr. António Carlos Ferreira Rodrigues de Figueiredo estar ultrapassado e esgotado.Vou repetir: 15 milhões de euros investidos por privados. Dito de outro modo, riqueza no concelho criada por privados, sem saques aos cofres do município.
Inserido no Hotel no H2otel, em Unhais da Serra, na Covilhã, o grupo de hotéis Natura IMB, criou o Aquadome, o primeiro parque termo-lúdico do país com circuito de piscinas para lazer e bem-estar: mil metros quadrados de área com quedas de água, câmaras de banhos e lagoas hidrodinâmicas onde se pode nadar por fora do edifício.
Uma perfeita conjugação de áreas de lazer com áreas de instalações termais, destinadas a tratamentos clínicos. Um investimento óbvio!
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
AUTARQUIA / ESCOLAS/ FAMÍLIAS: um novo projecto… um novo caminho…
“Explorar futuros possíveis é (...) a maneira mais fecunda de a inteligência humana influenciar os deuses” (Carneiro, 2000: 32) (1)
Nos últimos anos tem-se verificado um processo de sucessiva desconcentração e transferência das competências no domínio educativo para o plano de actuação local. Estas atribuições referem-se, com particular destaque, à Educação Pré-escolar e ao 1º Ciclo do Ensino Básico, quer do ponto de vista da manutenção do edificado, quer do apetrechamento de material destinado à prática pedagógica.
Na actualidade, o desafio colocado às autarquias reveste-se de maior complexidade.
A actual estrutura e orçamento do Ministério da Educação são insuficientes e a escola real não consegue reunir as condições para dar respostas adequadas a todos os problemas. Ora a Escola não pode nem deve assumir sozinha esta responsabilidade.
A importância da interacção social no meio envolvente para a aquisição de comportamentos e atitudes favoráveis a uma inserção harmoniosa na sociedade obriga a uma ligação estreita entre Encarregados/as de Educação, Escolas e Comunidade Local. Somente juntando e acumulando sinergias ao longo de todo o percurso escolar poderemos proporcionar aos Educandos um ambiente de aprendizagem motivador, exigente e gratificante.
Afinal, se a Família se constitui como o primeiro responsável pela Educação, os segundos serão certamente a Escola e a Comunidade local. E quando a família não consegue, por razões diversas, levar a cabo de forma satisfatória esta tarefa de parceria, mais premente se torna que a Escola e a Comunidade assumam um papel de destaque em todo o processo educativo.
Uma das presenças mais fortes e mais visíveis na comunidade, principalmente nos concelhos pequenos, como é o caso de S. Pedro do Sul, é, sem dúvida, a AUTARQUIA.
A sua intervenção não pode limitar-se a um acompanhamento normativo delimitado pela Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do EB, mas deve alargar-se a toda a escola e a todas as escolas, estendendo-se para além da escola, nomeadamente na formação ao longo da vida, que é hoje reconhecida como garante de verdadeira inserção social e de qualidade de vida dos cidadãos.
Daí a importância de a AUTARQUIA ser a promotora de uma rede de parcerias credível e minimamente organizada (envolvendo todos os Estabelecimentos de Educação e Ensino, as Associações de Pais e de Estudantes, as IPSS, o Centro de Saúde, a GNR, o Centro de Emprego, o Centro de Segurança Social).
Fomentar nos diferentes espaços educativos uma cultura de micro-sociedades, onde é possível intervir e participar activamente na tomada de decisões, em cooperação com os restantes elementos dessa comunidade educativa, é tornar o exercício da cidadania num direito e num dever inerente à condição de munícipe.
O grande desafio está na capacidade de mobilização, procurando um outro caminho para a autonomia quer das autarquias, quer das escolas e um outro sentido para as práticas de cidadania de cada cidadão em particular.
Porque acreditamos que, mais do que uma obrigação normativa imposta pelo poder central, as autarquias têm o dever de acompanhar a formação dos seus munícipes ao longo de todo o seu percurso educativo, assumindo como conceitos-chave, as ideias de compromisso, proximidade e reconhecimento de todos os cidadãos, propomo-nos desenvolver um PROJECTO EDUCATIVO CONCELHIO, através do/da:
Estabelecimento de
protocolos e parcerias com diversas instituições da comunidade local. Elaboração de um Plano Anual de Intervenção, em articulação com os Conselhos Pedagógicos e Direcções Executivas de todas as Escolas/Agrupamentos.Descentralização e diversificação das actividades educativas, nomeadamente as actividades de complemento curricular, de prolongamento de horário e de tempos livres.
Criação do Conselho Municipal da Juventude com representatividade de todas as freguesias do concelho.
Investimento na formação em geral para todos os intervenientes da comunidade e na formação/qualificação dos responsáveis (auxiliares, monitores, funcionários) dos diversos espaços educativos, designadamente refeitórios, prolongamento de horário, tempos livres, bibliotecas escolares.
Desenvolvimento de uma relação positiva das crianças e dos jovens com a Escola, apoiando e organizando eventos e actividades que premeiem o estudo, a pesquisa e o trabalho.
(1) CARNEIRO, R. (2000). 2020: 20 anos para vencer 20 décadas de atraso educativo. In R. Carneiro; J. Caraça & Emília São Pedro (coords) O Futuro da Educação em Portugal — Tendências e Oportunidades. Um estudo de reflexão prospectiva. Lisboa: Ministério da Educação.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A VERDADE DA MENTIRA

Onde está o saneamento e a água ao domicílio do concelho? Onde fica a Central de Camionagem ou o novo quartel da GNR da cidade de S. Pedro do Sul? Em que gaveta estará perdido o almejado Plano Director Municipal? E o Pólo de Ensino Superior, em que parte da cidade se situa, junto do Centro de Estágio? E este, onde fica? Onde ficam também os pólos industriais, ou será que mantém o que afirmou na entrevista à Rádio Lafões há 4 anos, em que disse que se tratava de um modelo esgotado e que não queria parques industriais em S. Pedro do Sul?
domingo, 2 de agosto de 2009
A GRIPE DOS PORCOS E A GESTÃO DO DR. ANTÓNIO CARLOS FIGUEIREDO
Um bom plano é um plano preventivo, aquele que estabelece cenários possíveis e prevê medidas para combater os problemas. Concretizando, a determinação da área e do número de pessoas afectadas pela chamada gripe suína é irrelevante para se estabelecer um plano, pois todos estes dados são conhecidos.

