terça-feira, 18 de agosto de 2009

LAPSO NA INDICAÇÃO DA AUTORIA

Para efeito de interposição de providências cautelares e acções judiciais ou de desferir umas meras bofetadas, informam-se os interessados que, por lapso, se fez constar que o autor do post sobre o Aquadom, com o título «O Estado das Termas - Nós Avisámos...», era o Dr. José Carlos Almeida, quando, na realidade, a autoria pertence ao signatário do presente.
Ao Dr. José Carlos Almeida, as minhas sinceras desculpas.

S. Pedro do Sul: Pedida cassação de prefeito eleito

«20/11/2008











Para os que não sabem, do outro lado do Atlântico, no Rio Grande do Sul, Brasil, existe uma cidade com o mesmo nome da nossa: S. Pedro do Sul. Com excepção do número de habitantes, que é sensivelmente o mesmo do nosso concelho, tudo o resto é diferente, como o artigo que transcrevi o demonstra.


Na verdade, não temos Prefeito. O cargo mais parecido, o de Presidente da Câmara, nunca foi alvo de nenhum procedimento equivalente ao de «cassação do registro de candidatura ou diploma dos candidatos eleitos». Não foi e, adianto eu, nem poderia ser.


Primeiro, porque na nossa cidade ninguém é beneficiado apenas e tão só porque é apoiante do senhor presidente da Câmara Municipal, não sucedendo, evidentemente, o contrário. A título exemplificativo, os empregos atribuídos são sempre objecto de aturados e detalhados concursos, para que não subsistam dúvidas, sendo a contratação feita apenas pelo mérito e necessiidade dos candidatos. É por isso que são poucos funcionários da CM ou da Termalistuir que são simultaneamente candidatos pelas listas do partido a que pertence o senhor Presidente da CM.

Para os maledicentes, o facto de, ultimamente, se ter verificado a contratação de muito pessoal nas termas e na CM, apenas se deve a mera coincidência. Porventura dever-se-á ao plano de contigência contra a gripe A, que exigirá um grande, enorme número de novas contratações.

Segundo, em S. Pedro do Sul (a nossa), não há festividades com distribuição de carnes e bebidas, tão pouco com condução dos convidados. E não se diga que a ausência de picanha no nosso concelho, algo que, certamente, no S. Pedro do Sul brasileiro abundará. Quisesse o senhor Presidente da Câmar de S. Pedro do Sul fazer festas de porcos e vinho e poderia fazê-lo. Era só querer e tínhamos um rol de porcos no espeto e vinho de garrafão a ser distribuído. Isto só não acontece porque o nosso presidente não é homem de deitar dinheiro fora com festas. Muito menos em épocas de crise, como a que vivemos no país e no mundo.


Se nem as festas da nossa cidade foram gratuitas, pois que todos pagámos os bilhetes de ingresso a peso de ouro, como o poderiam ser a carne e a bebida. Era o que faltava. O nosso presidente é pessoa criteriosa com os dinheiros públicos. Não queriam, certamente, que esbanjasse 125.000,00 € ou 150.000,00 € em festas à borla para os munícipes. E, mesmo que quisessem, ele não o faria, pois saberia que alguém, menos bem-intencionado, poderia dizer que isso apenas sucedia por ser um ano de eleições.

É nestes momentos que me apraz ter uma presidente tão diferente daquele que existe, supostamente, no Rio Grande do Sul.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O ESTADO DAS TERMAS - NÓS AVISÁMOS…

No primeiro post deste blogue, abordando a principal fonte de receitas do nosso concelho – as Termas de S. Pedro do Sul – chamámos à atenção para o facto do modelo de gestão e exploração preconizado pela equipa liderada pelo Dr. António Carlos Ferreira Rodrigues de Figueiredo estar ultrapassado e esgotado.


Defendemos então que «manter o termalismo terapêutico é importante, mas o determinante é apostar num TERMALISMO DE BEM-ESTAR e de MANUTENÇÃO FÍSICA. Não podemos ser ultrapassados pelo progresso!».


Infelizmente para nós e felizmente para os munícipes do concelho da Covilhã, o executivo camarário desta cidade anda atento às necessidades dos (novos) utentes das termas e conseguiu criar as condições para que um grupo hoteleiro ali investisse 15 milhões de euros!

Vou repetir: 15 milhões de euros investidos por privados. Dito de outro modo, riqueza no concelho criada por privados, sem saques aos cofres do município.
Qual o montante de investimento privado que o Dr. António Carlos Ferreira Rodrigues de Figueiredo conseguiu captar para o nosso concelho nos seus vários mandatos? Zero. Os últimos investimentos feitos nas Termas foram suportados pelo município, pois nem capacidade de os candidatar a fundos comunitários teve.

Inserido no Hotel no H2otel, em Unhais da Serra, na Covilhã, o grupo de hotéis Natura IMB, criou o Aquadome, o primeiro parque termo-lúdico do país com circuito de piscinas para lazer e bem-estar: mil metros quadrados de área com quedas de água, câmaras de banhos e lagoas hidrodinâmicas onde se pode nadar por fora do edifício.

Uma perfeita conjugação de áreas de lazer com áreas de instalações termais, destinadas a tratamentos clínicos. Um investimento óbvio!

Fôssemos liderados por uma equipa com visão, determinação e capacidade de captação de investimento privado e a notícia poderia ter o seguinte título: S. PEDRO DO SUL - O PRIMEIRO PARQUE TERMO-LÚDICO DO PAÍS. Não tenhamos dúvidas disso! Se um investimento destes foi para a Covilhã, qual não seria o que viria para S. Pedro do Sul se tívessemos um líder capaz!
Como quem nos lidera é o Dr. António Carlos Ferreira Rodrigues de Figueiredo, as notícias sobre S. Pedro do Sul versam sobre a vontade de esbofetear professores universitários ou sobre as detenções por posse e/ou tráfico de drogas no Festival Andanças. Entretanto, os investimentos seguem rumo para outras paragens.
Até quando vamos ter de viver com os resultados das vistas curtas da equipa da equipa do Dr. António Carlos Ferreira Rodrigues de Figueiredo?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

AUTARQUIA / ESCOLAS/ FAMÍLIAS: um novo projecto… um novo caminho…

“Explorar futuros possíveis é (...) a maneira mais fecunda de a inteligência humana influenciar os deuses” (Carneiro, 2000: 32) (1)

Nos últimos anos tem-se verificado um processo de sucessiva desconcentração e transferência das competências no domínio educativo para o plano de actuação local. Estas atribuições referem-se, com particular destaque, à Educação Pré-escolar e ao 1º Ciclo do Ensino Básico, quer do ponto de vista da manutenção do edificado, quer do apetrechamento de material destinado à prática pedagógica.
Na actualidade, o desafio colocado às autarquias reveste-se de maior complexidade.
A actual estrutura e orçamento do Ministério da Educação são insuficientes e a escola real não consegue reunir as condições para dar respostas adequadas a todos os problemas. Ora a Escola não pode nem deve assumir sozinha esta responsabilidade.
A importância da interacção social no meio envolvente para a aquisição de comportamentos e atitudes favoráveis a uma inserção harmoniosa na sociedade obriga a uma ligação estreita entre Encarregados/as de Educação, Escolas e Comunidade Local. Somente juntando e acumulando sinergias ao longo de todo o percurso escolar poderemos proporcionar aos Educandos um ambiente de aprendizagem motivador, exigente e gratificante.
Afinal, se a Família se constitui como o primeiro responsável pela Educação, os segundos serão certamente a Escola e a Comunidade local. E quando a família não consegue, por razões diversas, levar a cabo de forma satisfatória esta tarefa de parceria, mais premente se torna que a Escola e a Comunidade assumam um papel de destaque em todo o processo educativo.
Uma das presenças mais fortes e mais visíveis na comunidade, principalmente nos concelhos pequenos, como é o caso de S. Pedro do Sul, é, sem dúvida, a AUTARQUIA.
A sua intervenção não pode limitar-se a um acompanhamento normativo delimitado pela Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo do EB, mas deve alargar-se a toda a escola e a todas as escolas, estendendo-se para além da escola, nomeadamente na formação ao longo da vida, que é hoje reconhecida como garante de verdadeira inserção social e de qualidade de vida dos cidadãos.
Daí a importância de a AUTARQUIA ser a promotora de uma rede de parcerias credível e minimamente organizada (envolvendo todos os Estabelecimentos de Educação e Ensino, as Associações de Pais e de Estudantes, as IPSS, o Centro de Saúde, a GNR, o Centro de Emprego, o Centro de Segurança Social).
Fomentar nos diferentes espaços educativos uma cultura de micro-sociedades, onde é possível intervir e participar activamente na tomada de decisões, em cooperação com os restantes elementos dessa comunidade educativa, é tornar o exercício da cidadania num direito e num dever inerente à condição de munícipe.
O grande desafio está na capacidade de mobilização, procurando um outro caminho para a autonomia quer das autarquias, quer das escolas e um outro sentido para as práticas de cidadania de cada cidadão em particular.
Porque acreditamos que, mais do que uma obrigação normativa imposta pelo poder central, as autarquias têm o dever de acompanhar a formação dos seus munícipes ao longo de todo o seu percurso educativo, assumindo como conceitos-chave, as ideias de compromisso, proximidade e reconhecimento de todos os cidadãos, propomo-nos desenvolver um PROJECTO EDUCATIVO CONCELHIO, através do/da:

Estabelecimento de protocolos e parcerias com diversas instituições da comunidade local.

Elaboração de um Plano Anual de Intervenção, em articulação com os Conselhos Pedagógicos e Direcções Executivas de todas as Escolas/Agrupamentos.

Descentralização e diversificação das actividades educativas, nomeadamente as actividades de complemento curricular, de prolongamento de horário e de tempos livres.

Criação do Conselho Municipal da Juventude com representatividade de todas as freguesias do concelho.

Investimento na formação em geral para todos os intervenientes da comunidade e na formação/qualificação dos responsáveis (auxiliares, monitores, funcionários) dos diversos espaços educativos, designadamente refeitórios, prolongamento de horário, tempos livres, bibliotecas escolares.

Desenvolvimento de uma relação positiva das crianças e dos jovens com a Escola, apoiando e organizando eventos e actividades que premeiem o estudo, a pesquisa e o trabalho.

(1) CARNEIRO, R. (2000). 2020: 20 anos para vencer 20 décadas de atraso educativo. In R. Carneiro; J. Caraça & Emília São Pedro (coords) O Futuro da Educação em Portugal — Tendências e Oportunidades. Um estudo de reflexão prospectiva. Lisboa: Ministério da Educação.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

A VERDADE DA MENTIRA


O nome do filme realizado por James Cameron em 1994, tendo Arnold Schwarzenegger como protagonista, serve de mote a esta pequena reflexão. Porém, as semelhanças com o filme ficam por aqui, pois nem o actor principal é governador de estado algum, nem existem cenas de explosão ou comédia.

Bem pelo contrário, o tema é a total inacção e as cenas de rir há muito que desapareceram do quotidiano sampedrense, excepção feita, porventura, a alguns flashes nas orgias gordurosas no Lenteiro do Rio com porco no espeto. O actor principal (os secundários não existem, de todo), o actual Presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, Dr. António Carlos Ferreira Rodrigues de Figueiredo.

Há 8 anos (OITO ANOS), no panfleto que colocou em circulação, dizia-nos o Dr. António Carlos Ferreira Rodrigues de Figueiredo:

1. «Candidatámos aos fundos, em conjunto com três autarquias vizinhas, um projecto de 30 milhões de contos que prevê a cobertura total do concelho de S. Pedro do Sul da rede de saneamento e água ao domicílio. Após a sua provação, as obras arrancarão de imediato».

2. «Estamos a projectar novos espaços de lazer e vários equipamentos colectivos, tais como: novo centro de saúde, central de camionagem, mercado municipal, novo quartel da GNR, biblioteca, centro de emprego e outros».

3. «Iniciámos o processo de revisão do Plano Director Municipal, o qual estará concluído no próximo ano, ajudando à fixação da população jovem do concelho, abrindo novos espaços ao desenvolvimento urbano e à criação de novos pólos industriais»;

4. «Vamos continuar a lutar por um pólo de Ensino Superior, Habitação Social, Centro de Estágio, mais e melhor Emprego para os nossos jovens».

Dois mandatos cumpridos. Oito anos (OITO ANOS) volvidos desde a apresentação destas promessas.
Onde está o saneamento e a água ao domicílio do concelho? Onde fica a Central de Camionagem ou o novo quartel da GNR da cidade de S. Pedro do Sul? Em que gaveta estará perdido o almejado Plano Director Municipal? E o Pólo de Ensino Superior, em que parte da cidade se situa, junto do Centro de Estágio? E este, onde fica? Onde ficam também os pólos industriais, ou será que mantém o que afirmou na entrevista à Rádio Lafões há 4 anos, em que disse que se tratava de um modelo esgotado e que não queria parques industriais em S. Pedro do Sul?

Nada foi feito. Nenhuma destas promessas foi cumprida.

Esta é a verdade da mentira. De uma mentira com 8 anos (OITO ANOS) de que todos estamos fartos. Uma mentira resultante de uma incapacidade natural para gerir os destinos de um concelho cada vez mais encravado num vale, sem saídas, afastado do progresso e do desenvolvimento. Vamos deixar-nos enganar outra vez?


clique no gráfico para melhor visualização






domingo, 2 de agosto de 2009

A GRIPE DOS PORCOS E A GESTÃO DO DR. ANTÓNIO CARLOS FIGUEIREDO




Eis um extracto da edição digital do Jornal do Centro que espelha bem a gestão autárquica do Dr. António Carlos Figueiredo. Uma gestão sem planificação, casuística, sem planificação de nenhuma espécie.


Os bons planos (principalmente quando está em causa a nossa saúde) são feitos antes. Não depois.

Um bom plano é um plano preventivo, aquele que estabelece cenários possíveis e prevê medidas para combater os problemas. Concretizando, a determinação da área e do número de pessoas afectadas pela chamada gripe suína é irrelevante para se estabelecer um plano, pois todos estes dados são conhecidos.


Julgo que o Dr. António Carlos Ferreira Rodrigues de Figueiredo conhece a área do concelho, bem como o número da sua população. Se assim é, tem todos os dados necessários para conceber o dito plano. Parte de uma maximização dos dados, ou seja, do pior cenário possível e, a partir daí, estabelece medidas menos abrangentes até alcançar o cenário de crise zero, isto é, o melhor cenário possível. Uma espécie de pirâmide, portanto.


Um mau plano é um plano reactivo, aquele que apenas é implementado quando a crise já está instalada e descontrolada; aquele que o Senhor Presidente parece estar a preparar-se para implementar.


Já dizia o povo, vale mais prevenir do que remediar. Futebolisticamente falando, a melhor defesa é o ataque.