· Uma oposição consciente, responsável e capaz, que não envergonhará os sampedrenses; que não se demitirá nem fará demitir nenhum dos seus membros; que votará favoravelmente os assuntos que respondam aos anseios e às necessidades dos sampedrenses e desfavoravelmente os que não cumpram estes pressupostos.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
ASSEMBLEIA MUNICIPAL – DO VOTO FÚTIL AO VOTO ÚTIL
· Uma oposição consciente, responsável e capaz, que não envergonhará os sampedrenses; que não se demitirá nem fará demitir nenhum dos seus membros; que votará favoravelmente os assuntos que respondam aos anseios e às necessidades dos sampedrenses e desfavoravelmente os que não cumpram estes pressupostos.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
FORA ISSO, TUDO BEM!
Tivesse a Câmara Municipal tido rasgo, nestes últimos 10 anos, para pensar e executar um projecto sustentado de desenvolvimento integrado de todo o concelho – em vez de encetar obras e acções, que admito que bem intencionadas, mas avulsas e desorganizadas – e teríamos, hoje, um concelho totalmente coberto pela rede de saneamento básico e água ao domicílio (é uma questão ELEMENTAR de desenvolvimento social, em pleno sec. XXI e, um direito inalienável das pessoas, vivam elas na Quinta da Marinha ou num concelho do interior!). Tivesse tido São Pedro do Sul, nestes últimos 10 anos, um plano sustentado de desenvolvimento e, tenho para mim, teríamos, hoje, um concelho com ligações viárias condignas à A24 e A25 (ou não é, economica e socialmente, “suicida” permanecer “enclausurado” na era da globalização?); um concelho com condições para atrair o dinamismo do investimento privado, que cria emprego (não dava um empurrãozinho, uma maior proximidade às A24 e A25?), e um concelho capaz de diversificar o seu turismo (com nichos de segmento superior, por exemplo, como acontece em Vidago e Pedras Salgadas)…
A última década tem sido, para São Pedro do Sul, uma sucessão de oportunidades perdidas, de recursos gastos a mudar o acessório, deixando na mesma o essencial. Foi esta política do “mudar as coisas para que tudo fique na mesma” que nos conduziu a esta autêntica “promoção pelas escadas abaixo”…
Fora isso, tudo bem!*
*expressão inspirada no Sr. Comentador, Antena 1 (Carlos Quevedo e Rui Unas)
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
IMAGENS DO QUE O PARTIDO SOCIALISTA NÃO FARIA
1 - Esta muralha, a que pateticamente chamam variante (porque nunca viram uma variante a sério – bastaria ir a Viseu!) e que é um excelente exemplo de desperdício de dinheiros públicos, tem este aspecto visto do lado de baixo, do lado de Pouves. Num tempo em que se derrubam muros e abrem horizontes (Berlim, etc), em S. Pedro do Sul constroem-se aqueles e fecham-se estes. O caminho visível é público, mas não foi aproveitado para, a partir dele, se perspectivar uma via de jeito e estruturante para o desenvolvimento e expansão urbana da cidade. Aqui, o futuro já foi. Quem vai construir, ou querer habitar algo junto a uma parede tão medonha?
2 – Olhando para Norte, o aspecto é este. Que acessibilidade irão ter estes terrenos? E ficando encravados, que preços vão valer e que utilidade irão ter? Sendo esta rua uma suposta variante, porque atira ela com o trânsito para o centro da localidade e não o desvia? Que ligação pode permitir esta via, no futuro, em termos de desvio de trânsito, da entrada na cidade pela EN227? Não permite, porque à cota a que está inviabiliza qualquer nó de ligação. E Pouves, tão perto do centro, mas cada vez mais distante… O que nós faríamos era uma ligação directa, desde a Caldeiroa até ao entroncamento da EN227/estrada de Pouves, em meia-encosta, com ligação interna à GNR. Deixaria de ser uma ligação em vírgula, para ser uma ligação em T e sem o impacto ambiental e visual negativo do que está a ser feito.
E alguém sabe por que estão ali aqueles prumos à entrada? Eu respondo: Porque as duas primeiras peças de betão pré-fabricado já partiram a meio na parte superior. É ir lá e confirmar.
Em conclusão, diremos que planear não é isto. Planear é construir algo sustentável, isto é, usufruir responsavelmente do presente e perspectivar convenientemente o futuro para não pôr em causa as gerações vindouras, o que não é, claramente, o que se passa com esta obra. Decisões apressadas e em cima do joelho é o que dão.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O ESTUDO DA UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR SOBRE OS MUNICÍPIOS PORTUGUESES: NOVA PERSPECTIVA.
Também nós temos 2 opções:
1. Ignorar o estudo, não procurar perceber quais as razões que nos colocam nesta posição e partir para a ignorância (neste caso concreto, violência, ameaças e insultos), ou...
2. Não ignorar, analisar e procurar compreender, e respeitar os académicos que procuram contribuir com dados concretos para que quem gere municípios o possa fazer com o máximo de informação possível.
Vamos optar pela segunda, como não podia deixar de ser, e aproveitar para sugerir alguma bibliografia que possa servir de ajuda ao actual executivo camarário. Começamos já por este livrinho. É em inglês mas isso não será obstáculo.

AS VARIÁVEIS UTILIZADAS: Temos 3 grandes grupos, Condições Materiais, Condições Sociais e Condições Económicas. As Condições Materiais dividem-se em 5 subgrupos (Equipamentos de Comunicação, Culturais, Saúde, Educativos e Infra-Estruturas Básicas). As Condições Sociais dividem-se em 6 (Cultura & Lazer, Educação, População, Saúde, Segurança, Ambiente). Por fim as Condições Económicas dividem-se em 4 (Dinamismo Económico, Mercado de Habitação, Mercado de Trabalho e Rendimento/Consumo).
Temos um total de 3 grupos e 15 subgrupos que têm várias variáveis, no total de 50, e que podem ser consultadas com detalhe no link seguinte:
Vamos entrar então na metodologia, e aqui o tema complica um pouco, por isso seguem mais 3 sugestões de leitura prévia para o actual executivo. A boa notícia é que um dos livrinhos tem tradução para português.
O MÉTODO: Para analisar estatisticamente as variáveis e transformá-las num número concreto para cada município (o ICQV – Indicador Concelhio de Qualidade de Vida), de forma a ser possível compará-los e construir o ranking, existem muitas formas/métodos. Basicamente o que os autores fizeram foi pegar no conjunto de variáveis inicial e ver até que ponto elas estão relacionadas (Correlação ou Coeficiente de Correlação). O importante é que as variáveis de que falámos antes estejam bastante relacionadas entre si, porque só assim podemos dizer que a amostra, que é o conjunto de todas elas, e que é a base de todo o estudo, tem validade. Foi o que se comprovou nos testes estatísticos que os autores fizeram. Depois foi pegar nessas variáveis e saber, de todas, quais as que são mais importantes para o cálculo do ICQV e termos assim um número menor de variáveis para a analisar sem perda de qualidade nessa mesma análise. Uma espécie de “funil”, uma triagem para perceber quais as melhores. O que se conseguiu com este trabalho foi identificar 4 factores explicativos, cada um deles com grau de importância distinto e composto por alguns dos subgrupos anteriores e respectivas variáveis.
A título de exemplo ficámos a saber que o Factor 1, designado pelos autores por Factor Económico, de Mercado de Trabalho e Segurança, que tem 5 dos subgrupos anteriores como mais significativos, a ver, Equipamentos de Educação, Segurança, Rendimento/Consumo, Mercado de Trabalho e Dinamismo Económico, possui uma importância de 40% no cálculo do ICQV.
Factor 1 - Factor Económico, de Mercado de Trabalho e Segurança
Factor 2 - Factor Equipamentos Diversos, Cultura/Lazer e População
Factor 3 - Factor Saúde e Equipamentos de Comunicação
Factor 4 - Factor Ambiente, Educação e Habitação
A INTERPRETAÇÃO: O que podemos concluir é que para a explicação do nosso fraco resultado (ICQV = 48,9), o Factor 1 e 2 são fundamentais devido ao seu peso de 40% e 30% respectivamente. Mesmo que o Concelho tivesse bons resultados no Factor 3 e 4, que nem é o caso, era praticamente impossível sair do fundo da tabela. Em resumo, variáveis relacionadas com Dinamismo Económico, Cultura & Lazer, Equipamentos Culturais e Rendimento/Consumo foram as que ditaram o resultado de S. Pedro do Sul. Estará muito longe da realidade? Não, infelizmente para todos nós está muito perto. Por isso em vez de se ter chamado “charlatão” ao Professor Universitário, e de se ter afirmado que “estivesse em idade disso deveria levar umas bofetadas” o executivo podia ter dito, por exemplo, “Não temos empresas; não temos recintos culturais - museus, galerias, cinemas, teatros - dignos de uma cidade; o que temos é pouco poder de compra; o que temos são dificuldades no abastecimento de água, dificuldades na drenagem e tratamento de águas residuais. Do estudo resultou uma valorização importante destes aspectos, que aceitamos, e vamos tentar trabalhar para melhorar, não porque o estudo o diz, mas porque é importante para o Concelho.”. Ou, entrando numa linguagem mais técnica, questionar os autores sobre o detalhe dos cálculos para S. Pedro do Sul para perceber se a extracção de factores com base no método dos componentes principais que explicam o máximo de variância pode ser individualizado, e se o fosse, se o resultado seria distinto do realizado para o conjunto de dados. Mas se calhar é exigir demasiado… Fiquemo-nos pela primeira então, porque humildade e vontade em aprender com os erros nunca foi vergonha para ninguém, muito pelo contrário.
Em suma, cabe aos Sampedrenses decidirem se é importante que o Concelho tenha mais empresas, e empresas com dinamismo capazes de gerar mais emprego. Que existam mais trabalhadores por conta de outrem com a possibilidade de ter salários acima da média e maior poder de compra. Que existam equipamentos culturais capazes de trazer a Cultura às populações. Consideramos que estes aspectos são importantes para o futuro desenvolvimento do Concelho, e se pusermos a mão na consciência este resultado pode ser tudo menos surpreendente.
Para terminar, e porque se acabou a falar em Cultura, a última sugestão de leitura é a que se segue. Infelizmente também em inglês. Mas neste caso não tem importância porque o actual executivo não vai precisar de ler este livrinho. Música foi o que nos andaram a dar nos últimos 10 anos.
“…a mudança está a chegar a S. Pedro do Sul, melhores dias ainda são possíveis se houver pessoas que estejam disponíveis para trabalhar, para lutar, para acreditar… O caminho vai ser longo, o trabalho vai ser duro, mas sabemos nos nossos corações que estamos prontos para mudar, e nestas eleições estamos prontos para voltar a acreditar.”
Nelson Abreu - Nº2 na lista de candidatos à Assembleia Municipal
terça-feira, 8 de setembro de 2009
CONVITE - APRESENTAÇÃO DE CANDIDATOS JUNTAS
A candidatura do Partido Socialista aos órgãos autárquicos de S. Pedro do Sul, depois de ter apresentado, em tempo oportuno, os candidatos à Câmara Municipal e Assembleia Municipal, vem agora tornar público o conhecimento dos candidatos às Assembleias de Freguesia do Concelho.
A apresentação decorrerá pelas 16 horas do próximo domingo, dia 13 de Setembro, em Arcozelo.
Trata-se de mais um acto de particular importância para os sampedrenses que, desta forma, ficam a conhecer as equipas que terão a seu cargo conduzir, com INOVAÇÃO E RIGOR, os destinos das freguesias do concelho, nos próximos anos.
Será, para nós, um prazer podermos contar com a sua presença.
A candidatura,


